O Segredo Para a Paz? Pare de Fugir do “Ruim”
- Wanderlei Bohnstedt

- 8 de fev. de 2025
- 2 min de leitura

A vida não é feita de apenas um lado da moeda. Precisamos da luz e da sombra para entender o quadro completo. A dualidade é a base de tudo: alegria e dor, sucesso e fracasso, amor e perda. No entanto, passamos a vida inteira tentando fugir do "lado ruim", sem perceber que isso só nos mantém presos em um ciclo de resistência e desgaste.
Quando você se apega ao "bom", ele escorrega entre seus dedos. Quando resiste ao "ruim", ele parece gritar mais alto. É como lutar contra a gravidade – um esforço inútil que só o cansa. E sabe por quê? Porque o universo não trabalha com "bom" ou "ruim". Ele funciona com equilíbrio.
Gastamos nossa energia dividindo o mundo entre o que queremos e o que rejeitamos, mas ao fazer isso, ignoramos a unidade subjacente. Existe uma parte de você, um núcleo essencial, que está além dessas polaridades. Essa unidade é como o céu: permanece inabalável, não importa quão turbulentas sejam as nuvens que passam.
O problema está na percepção limitada de achar que precisamos evitar o desconforto. A verdade? É no desconforto que crescemos. É no atrito entre os opostos que encontramos clareza, propósito e evolução. Sem desafio, não há movimento. Sem perda, não valorizamos o ganho.
Então, ao invés de tentar "consertar" a vida buscando apenas o lado agradável, pergunte-se: e se o "ruim" também fosse um presente disfarçado? Ao abraçar as polaridades, você para de lutar contra a corrente e aprende a fluir com ela. Aceitar não é resignação; é sabedoria. É ver que luz e sombra não são inimigas – são parceiras em um jogo maior.
A unidade só pode ser percebida quando paramos de dividir tudo em "isso é bom" e "isso é ruim". Reconheça que ambas as faces são necessárias, e além delas existe algo mais profundo: você, inalterado, observando tudo acontecer.
Quer paz? Pare de lutar contra o que é. Aceite os dois lados. No fim, você não é o que gosta ou o que rejeita. Você é o espaço onde tudo isso acontece.
Criado por Wanderlei Bohnstedt




Comentários